








Exatamente na metade de 2006, dei início a um projeto chamado Subversão. No início de tudo, a idéia era ser uma marca de camisetas com várias linhas de estampas bem diferentes umas das outras, atingindo vários públicos distintos. À medida que as estampas foram sendo desenvolvidas, o projeto foi ganhando corpo, foi ficando mais audacioso, mais denso e com maiores ambições. Começaram a me surgir várias outras idéias pra parada, muito além das camisetas, ela meio que deixou de ser uma marca para se tornar um conceito.
Como a correria pra que isso tudo acontecesse é muito grande, resolvi baixar a bola e chamar parceiros pra atuar comigo na elaboração das estampas, pra correr atrás de pano, de costura, silk etc. Tudo para baratear o custo, visto que comprar uma camiseta pronta, fechada, sai mais caro (pelo menos na época). Sem contar que eu tinha meus próprios moldes, diferentes do usual, e algumas estampas tinham de ser silkadas antes da costura, pelo tamanho de algumas delas.
Mas, como em qualquer projeto pessoal, trabalhar com pessoas é muito difícil. Quando se chama outras pessoas pra te ajudar em algo seu, que só você sabe qual a real intenção da parada e qual a cara que você quer que o projeto tenha, ele já começa a se desfigurar. Sem contar que eu tinha arrumado um emprego firmeza na época, não queria trocar o certo pelo duvidoso, dentre outros fatores.
Enfim, estou postando algumas coisas da época, só para se ter uma idéia do que era. Existem muitas outras coisas, várias outras idéias, muitas outras ações que também estariam envolvidas na Subversão, mas não citarei aqui para que também não sejam roubadas junto ao que já foi. Até porque, estou com um outro projeto em desenvolvimento, com outro nome, mercadologicamente mais viável, amplo e inteligente, ao qual pretendo incorporar várias dessas idéias, mas com uma liberdade que a Subversão não me permitiria ter. Obviamente, sem mudar o foco e as raízes.
É aquela história: quer que saia bem feito? Faça sozinho. Mais importante: faça calado. Afinal de contas, qualidade e criatividade não podem ser compradas, muito menos roubadas.
Analisando hoje em dia, com calma, mais maduro, sem rancor… realmente, há males que vêm pra bem.
Vida longa aos verdadeiros.
GN


