Benefícios da bateria

Você sabia que a bateria é o instrumento mais antigo da humanidade?

Aí vai um pequeno resumo da história da bateria baseado em artigos do site Batera, da Comunidade Portuguesa de Bateristas e da Wikipédia:

Bateria é um conjunto de tambores e pratos destinados à produção musical rítmica. Os tambores são, provavelmente, os instrumentos mais antigos da humanidade, tendo-se vestígios de seu uso na Pré-história, mais precisamente no período Neolítico.

Os antigos tambores baseavam-se em pedaços de tronco de árvore oco, cobertos nas bordas com a pele de algum réptil ou couro de peixe, e estavam presente em diversas atividades festivas e religiosas das mais antigas civilizações.

No século XX, as baterias (conjunto de tambores) se tornaram famosas pela sua utilização em bandas militares e orquestras. Nessa época, cada pessoa tocava uma coisa de cada vez: um tocava o bumbo, outro tocava a caixa, e uma terceira pessoa tocava os pratos, os blocos de madeira e fazia os efeitos sonoros.

A partir do desenvolvimento do pedal, por William F. Ludwig, em 1910, foi possível atribuir a uma só pessoa, muitas funções que antes eram atribuídas a diversas. Com a invenção dos suportes para as caixas, tambores e pratos, surgiu a idéia de acoplar tudo em um só instrumento. Por volta dos anos 30, o kit de bateria como o conhecemos hoje começava a tomar forma.

BATERIA E SAÚDE

A bateria, além de ser o instrumento mais antigo da humanidade, faz muito bem à saúde. Um artigo muito interessante publicado pelo site G1 da Globo.com, mostra um estudo desenvolvido na Inglaterra que compara o esforço físico de tocar bateria com uma partida de futebol. O estudo diz que um baterista queima entre 400 e 600 calorias em um show e que o ritmo cardíaco é elevado a até 190 batidas por minuto. Níveis comparados aos de jogadores profissionais.

Ainda dá pra levar em conta que um jogador de futebol entra em campo, no máximo, duas vezes por semana e um baterista toca quase todos os dias em uma turnê. Aí você argumenta: “Mas o jogador tem treinos diários”. O baterista também. Sem contar que, além da prática diária que pode chegar a quatro horas (ou mais), existem ensaios de duas a quatro horas semanais ou duas vezes por semana (até mais) com a banda, ensaiando repertório de show.

Obviamente estamos tratando de um jogador profissional de futebol e um baterista profissional de agenda cheia e cobranças diárias. Reduzindo tudo isso ao nível humano de esportes, a comparação continua verídica.

Segue o texto da matéria:

Tocar bateria gasta mesma energia que jogar futebol

Bateristas queimam até 600 calorias em 1 hora e têm de estar em forma, diz estudo. 

Um estudo realizado por pesquisadores britânicos sugere que tocar bateria pode exigir o mesmo esforço físico que jogar uma partida de futebol. 

Uma experiência realizada com o baterista Clem Burke, da banda Blondie, mostrou que tocar o instrumento durante 90 minutos pode elevar o ritmo cardíaco a até 190 batidas por minuto, nível comparado ao dos jogadores profissionais. 

De acordo com o médico Marcus Smith, da Universidade de Chichester, em uma hora de show o baterista queimou entre 400 e 600 calorias.

Burke fez parte de uma experiência de oito anos, na qual os especialistas instalaram equipamentos para medir seus batimentos cardíacos, consumo de oxigênio e níveis de ácido lático no sangue. 

“A diferença é que enquanto os jogadores profissionais jogam em média uma ou duas vezes por semana, os bateristas podem tocar todos os dias quando estão em turnê”, disse Smith. 

“Ao longo do ano, os jogadores podem jogar de 40 a 50 partidas, enquanto os bateristas podem tocar em shows de 90 minutos até cem vezes no mesmo período.” 

Para o especialista, ficou claro que o preparo físico dos músicos “tem que estar excelente” na hora de subir ao palco. 

O experimento foi realizado em parceira com a Universidade de Gloucestershire, que está criando um “laboratório da bateria” para realizar testes com outros músicos.

BATERIA TERAPÊUTICA

Além de ser o instrumento mais antigo da humanidade e fazer muito bem à saúde, a bateria possui efeitos terapêuticos.

Um estudo realizado na Pensilvânia chegou à conclusão que a bateria é um valioso tratamento para o estresse, fadiga, depressão, ansiedade, hipertensão, asma, dor crônica, artrite, doença mental, enxaqueca, câncer, esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral, paralisia, distúrbios emocionais e uma ampla gama de deficiências físicas.

Pesquisas recentes indicam que a bateria acelera a cura física, estimula o sistema imunológico, produz sensações de bem-estar, a libertação de traumas emocionais e a reintegração do ego.

Outros estudos têm demonstrado êxito quanto aos efeitos terapêuticos da bateria em pacientes com mal de Alzheimer, crianças autistas, adolescentes emocionalmente perturbados, hiperativos, viciados, pacientes traumatizados, entre outros.

O texto abaixo foi retirado do site da Escola de Bateria Edi Tolotti, desenvolvido a partir de uma pequena matéria publicada em 2004 pelo site Saúde em Movimento:

Tocar bateria reduz estresse

Foi realizado na Pensilvânia, Estados Unidos, um estudo no qual, após um mês e meio tocando bateria, todos os funcionários de uma casa de assistência se sentiam até 62% melhores. Ao término do estudo, os funcionários responderam a um questionário e foi constatado que até os pedidos de demissão reduziram, em relação à média dos anos anteriores. As reclamações de fadiga, estresse e depressão deixaram de ser registradas por até um ano depois. 

Com base nesses dados foi realizado um estudo, que objetivou comprovar a eficácia das aulas terapêuticas de bateria, para que elas sejam implantadas em todas as empresas. Foram analisados os efeitos terapêuticos das técnicas de ritmo antigo, a Drum Therapy, que trata-se uma técnica antiga que usa o ritmo para promover a cura e auto-expressão. Desde os xamãs da Mongólia, os curandeiros Minianka da África Ocidental, o ritmo de técnicas terapêuticas tem sido utilizado por milhares de anos para criar e manter harmonia entre o físico, o mental e o espiritual. 

Pesquisas recentes indicam que a bateria acelera a cura física, estimula o sistema imunológico e produz sensações de bem-estar, a libertação de traumas emocionais e a reintegração do ego. Outros estudos têm demonstrado êxito quanto aos efeitos terapêuticos da bateria em pacientes com mal de Alzheimer, crianças autistas, adolescentes emocionalmente perturbados, viciados, pacientes traumatizados, entre outros. Os resultados do estudo demonstram que a bateria é um valioso tratamento para o stress, fadiga, ansiedade, hipertensão, asma, dor crônica, artrite, doença mental, enxaqueca, câncer, esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral, paralisia, distúrbios emocionais e uma ampla gama de deficiências físicas. 

Como resultado, o estudo apresentou a constatação de que empresas que recomendaram aulas de bateria para seus funcionários, além de obterem redução nas faltas ao serviço, tiveram um considerável aumento na produtividade.

Uma matéria publicada pelo jornal paranaense O Diário mostra um caso típico dos resultados positivos da bateria em crianças e adolescentes.

A mais notável mudança percebida pela mãe entrevistada foi que o filho ganhou pontos em concentração, ficou mais observador e seu comportamento melhorou. Segundo ela: “Ele era tímido na escola e agitado em casa. Entretanto, acredito que a bateria contribuiu para que ele buscasse um equilíbrio. Agora, na escola, ele se comunica melhor e, como gasta boa parte de sua energia tocando bateria, em casa ele está mais calmo”.

Segue o texto da matéria:

Pequeno ‘batera’ entra no ritmo 

Sheila Cristina Escudeiro Hernandes Dias vê as mudanças positivas desde que seu filho Marcelo Hernandez Capre Dias, de apenas cinco anos, começou as aulas de bateria. 

Porém, se você desconfia que pela pouca idade Marcelo se intimida ao sentar no banquinho e colocar as baquetas em ação está muito enganado. Para ele, o instrumento – objeto de estuda há um ano – é a sua paixão. “Gosto de tudo na bateria e de tocar todas as músicas. Não quero nunca parar de tocar”, revela com convicção o pequeno, mas decidido, Marcelo. 

A paixão pela música foi herdada. A mãe Sheila é professora de música e o filho cresceu em meio a vários instrumentos musicais em casa, tais como flauta, violão e piano. A surpresa é o instrumento escolhido por Marcelo: a bateria, o único que a mãe não possuía em casa.

“Até sugerimos que ele investisse no aprendizado de outros instrumentos, mas não teve jeito. Na hora do jantar, Marcelo pegava os talheres, pratos e copos e tratava de inventar a sua própria bateria. Foi então que, levando em consideração todos os pontos positivos que a bateria oferece para o desenvolvimento, junto com a fixação dele, o inscrevemos num curso”, diz Sheila. 

A mais notável mudança percebida pela mãe foi que o filho ganhou pontos em concentração, está mais observador e seu comportamento melhorou.

“Ele era tímido na escola e agitado em casa. Entretanto, acredito que a bateria contribuiu para que ele buscasse um equilíbrio. Agora, na escola, ele se comunica melhor e, como gasta boa parte de sua energia tocando bateria, em casa ele está mais calmo”, ressalta.

Adultos também 

Assim com as crianças, os adultos também têm na bateria um importante aliado para a qualidade de vida. De acordo com Fábio Alencar, a vantagem mais significativa que esse instrumento pode proporcionar é garantir às pessoas, após um dia exaustivo no trabalho, desfrutar de um momento ímpar de relaxamento e descontração.

BATERIA NO DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

De facto, um instrumento musical é uma ferramenta muito útil para alcançar o desenvolvimento integral de cada pessoa e aumentar tanto a criatividade como a saúde mental e física. Se uma criança praticar um instrumento regularmente acaba por melhorar as competências linguísticas, a memória e a capacidade de perceber o mundo e formar imagens mentais de diferentes objectos. 

Para além dos benefícios acima mencionados, praticar um instrumento melhora o estado anímico de uma criança e a sua relação com os outros. No campo individual tocar um instrumento pode fazer com que a criança se torne numa pessoa organizada que planifica muito bem as tarefas e tem uma capacidade redobrada de estar atenta. Mais tarde, esse comportamento pode ser transposto para vida de estudante obtendo melhores resultados. 

A música é um meio de expressão e uma consequência disso é uma boa auto-estima. Dessa forma, as crianças aprendem a superar os medos e assumir alguns riscos proporcionando a si próprios mais confiança e segurança. Se a criança faz parte de uma orquestra ou de um grupo é um bom caminho para aprender a trabalhar em equipa e ainda para ter iniciativa em ir aos ensaios e praticar em casa. 

Aprender a tocar um instrumento melhora a vida em geral.

O texto acima é o final de um artigo do site espanhol Todo Papás traduzido para o português lusitano. O artigo é bem interessante com relação à idade “correta” para se iniciar o aprendizado de um instrumento musical. Porém, ele separa crianças por aptidões e, assim, determina à cada uma os instrumentos mais indicados. Isto é um erro. Quem deve determinar qual instrumento tocar, qual profissão seguir, qual esporte praticar, é o próprio indivíduo. É ele quem gosta ou não, é ele quem se interessa ou não, é ele quem deve fazer este tipo de escolha, ou se tornará um adulto sem autonomia, sem vontade própria, sem atitude na vida. E bateria é, sem sombra de dúvidas, um instrumento pra quem tem atitude.

Costumamos dizer que talento não existe. Na melhor das hipóteses, o talento é o que faz uma pessoa chegar a um resultado mais rápido que as outras. Só isso. Com estudo, determinação e foco, qualquer pessoa chega ao mesmo resultado. Assim, progride a cada dia, respondendo à cobrança positiva e aos estímulos do professor, que indica os pontos a melhorar e contribui para aperfeiçoamento e evolução contínuos.

A questão aqui é a bateria como uma prática saudável, uma mescla de arte, música e esporte. É o instrumento mais físico de todos. Fazendo aulas de bateria, a pessoa aperfeiçoa a coordenação motora, aprimora o movimento psicomotor e o raciocínio lógico – necessidades que se apresentam em qualquer idade.

Em crianças e adolescentes, a coordenação motora adquirida ou desenvolvida ao praticar bateria contribui para o aprendizado na escola, pois estimula o raciocínio lógico, exige atenção, postura, incentiva à disciplina, ao companheirismo e ao trabalho em equipe. Para adolescentes e adultos, é indispensável uma atividade extracurricular e nada melhor do que a música para desafiá-los a se superarem. Além de melhorar a auto-estima, a música é um ótimo hobby para relaxar de todo o estresse do dia-a-dia, servindo, inclusive, como terapia.

BATERIA E O ROCK

O mais físico, mais plástico, maior e mais complexo instrumento de todos é a bateria. Há quem toque uma de seis peças, há quem toque uma com 30. Este instrumento é mutável e está em constante evolução. Até hoje, continuam sendo desenvolvidos diversos modelos de pratos, tambores, pedais, baquetas etc.

A maioria dos ritmos e estilos musicais utiliza a bateria como base para composição ou execução ao vivo. Mesmo artistas famosos de hip-hop (estilo que possui como uma das características principais a batida eletrônica) utilizam uma banda com bateria acústica ao vivo, por dar mais vida à música, uma cara mais humana ao espetáculo. Jazz, blues, funk (o verdadeiro, lá dos anos 70), bossa nova, samba, forró, axé, sertanejo… esses e inúmeros outros estilos musicais possuem a bateria como o porto seguro, a fundação, o chão da banda. Porém, é no Rock and Roll e suas derivações que ela ganha uma importância maior.

No rock, o baterista é uma das figuras principais da banda. Ele dita o ritmo, “segura” os outros músicos, decide os rumos de uma jam session e, muitas vezes, cria introduções que definem que tipo de música será criada. Ele é responsável pela liderança rítmica, mas também acompanha a banda ao mesmo tempo.

Nomes como John Bonham, Ian Paice, Keith Moon, Neil Peart, Lars Ulrich, Mike Portnoy, Igor Cavalera, Dave Grohl, Chad Smith, dentre vários outros, são nomes que deram às suas respectivas bandas uma cor a mais, foram eles quem as tiraram do lugar comum. Com absoluta certeza, sem eles, seus grupos não teriam chegado aonde chegaram. Alguns deles, inclusive, não são os primeiros bateristas de suas respectivas bandas, que só “estouraram” após seu ingresso. São conhecidos além do meio musical. Se você não conhece os nomes acima citados (pelo menos mais da metade), certamente não é dos maiores conhecedores do estilo, mas ao menos já ouviu falar de suas bandas. São, respectivamente, bateristas do Led Zeppelin, Deep Purple, The Who, Rush, Metallica, Dream Theater, Sepultura, Nirvana e Red Hot Chilli Peppers. Quem ouve rock, independente se toca algum instrumento ou não, sabe o nome do baterista da sua banda favorita, e também daquela banda que nem acha tão interessante, mas que o responsável pelas baquetas realmente faz a diferença.

Rock and Roll é caracterizado pela guitarra elétrica, certamente este é o ponto principal do estilo. Porém, em diversas ocasiões, o baterista é mais conhecido que o guitarrista, e, às vezes, mais até do que o vocalista.

Faça um teste. Se você conhece alguém ou o parente de alguém que tenha uma banda de rock, peça permissão para levar o seu priminho, filho, sobrinho ou neto a um ensaio da banda. Preste atenção aonde ele mais olha. Não existe instrumento mais interessante de se assistir, mais plástico, mais físico. É o instrumento “impossível” de tocar, causa fascínio pela suposta dificuldade, pela complexidade dos movimentos do músico. Bateria é, de longe, o instrumento mais legal de todos, e no rock é onde ela se sobressai.

Para finalizar, deixo AQUI um link interessantíssimo de uma coluna chamada Combate Rock do site do Estadão a respeito de rock e cultura.

Portanto, mantenha seu filho longe do Faustão, desligue a TV e deixe-o desenvolver um bom gosto pra música. Afinal de contas, como bem expressa a última frase da matéria acima:

“Bom gosto não se discute: adquire-se.”

GN – contato@gustavonaves.com

Fontes:

– Batera.com.br

– Comunidade Portuguesa de Bateristas

– Wikipédia

– G1

– Escola de Bateria Edi Tolotti

– Saúde em Movimento

– Drum Therapy – Michael Drake

– Jornal “O Estado” – Florianópolis

– O Diário

– Todo Papás

– Combate Rock (Estadão)

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